LISTA DOS FINALISTAS
Após o processo de pré seleção, temos a honra de anunciar os finalistas do festival que irão se apresentar no dia 11 de agosto na Basílica do Carmo em Recife. São eles:
ABIMAEL GOMES DA SILVA
ANDRÉ PHILLIPE FEITOSA RALPH
ANDREZZA FORMIGA
BRENDA EMILY DA SILVA
CECÍLIA LÍVIA DE OLIVEIRA MARTINS
DIANNA MACENA
FABÍOLA RUSSIANO
GERLÂNIA FELIPE
IGOR GUILHERME S. DE SOUZA
SELMA FIGUEIRÔA
Parabéns a todos que compuseram suas músicas e se
inscreveram no festival. A inspiração divina nos move e faz parte de quem somos. Que a música nos sirva sempre para demonstrar o nosso louvor a Deus. Nos ncontramos no dia 11 de agosto, na Basílica do Carmo em Recife. E que por tudo seja o Senhor louvado.
O festival será realizado no dia 11 de Agosto de 2018 as 19:30hs  em Recife-PE. 
Serão classificadas as 3 melhores músicas:

 
REGULAMENTO

TÍTULO I - DA PROMOÇÃO

Art. 1º - O Festival Carmelo Canta é um concurso de músicas inéditas inspiradas na espiritualidade, história, santos e obras do Carmelo, organizado pelos Frades e leigos Carmelitas, da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, da Província Carmelitana Pernambucana. O festival será realizado e regido mediante as cláusulas e condições que compõem este regulamento.

TÍTULO II - DO OBJETIVO

Art. 2º - É objetivo do Festival Carmelo Canta:

a) Promover e propagar a espiritualidade do Carmelo para além das fronteiras de seus conventos e comunidades, através da música, como poderoso instrumento de divulgação da mensagem de Jesus Cristo. Neste ano trazendo como tema, o jubileu dos 100 (cem) anos de coroação da imagem de Nossa Senhora do Carmo como Rainha e Padroeira da Cidade do Recife e de Pernambuco;

b) Valorizar e divulgar os músicos que dispõem seus dons e capacidades intelectuais para Deus, dentro da espiritualidade do Carmelo;

c) Criar um espaço para a manifestação e expressão da arte de fazer música e dar oportunidade a novos talentos;

d) Incentivar as composições participantes e premiar as vencedoras, registrando as obras, para a memória do festival e enriquecimento do acervo musical do Carmelo.

TÍTULO III - DA REALIZAÇÃO

Art. 3º - O Festival Carmelo Canta será realizado no dia 30 de junho de 2018, (trinta de junho de dois mil e dezoito) ...

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COROAÇÃO

COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO CARMO ARQUIVO DA PROVÍNCIA CARMELITANA PERNAMBUCANA

Compilação das informações da coroação de Nossa Senhora do Carmo feitas por Frei André Maria Prat em 1939 e reunidas por Frei Cristiano

A coroação de Nossa Senhora do Carmo acontece por uma manifestação do povo recifense de devoção a Nossa Senhora no dia 21 de setembro de 1919. Uma coroação significa um privilégio litúrgico, constituídos por três fatos extensos e incomuns:

  • um preito geral de veneração a virgem;
  • reconhecimento dessa homenagem pelo cabido do Vaticano em cujo nome se coroa;
  • uma coroação propriamente dita.

No mundo foram poucas a imagens coroadas: a de Lourdes, na França, a de Guadalupe, no México, a de Lujana, na Argentina, a de Aparecida em São Paulo e do Carmo no Recife. (obs: até o ano de 1944, eram essas as imagens coroadas).

Uma comissão foi formada para ir ao Palácio Episcopal da Soledade para falar com o arcebispo de Olinda e Recife Dom Sebastião Leme, trazendo a ele a proposta da coroação canônica de Nossa Senhora do Carmo. Ao receber a noticia o prelado mostrou-se satisfeito e animado com a proposta apresentada, prometeu interceder a Santa Sé para conseguir esse privilégio, animando assim, a comissão.

Em setembro de 1916, sai à primeira carta circular divulgando a ideia da coroação e solicitando a contribuição da família pernambucana. Foi pedido, por ocasião da coroação, que os fieis devotos de Nossa Senhora do Carmo fizessem contribuições em joias, ouro, diamantes e outros objetos de valor para a fabricação da coroa de Nossa Senhora a ser usada no dia da solenidade canônica de coroação. Foi impresso uma circular, onde as pessoas pudessem declarar sua doação, sendo entregue ao Comité da festa, representado pela baronesa de Casa Forte e os religiosos do Carmo.

A solenidade de coroação foi preparada de modo que ficasse para história da Igreja pernambucana. No dia 15 de setembro de 1919, se reuniram no convento do Carmo do Recife a conferencia Episcopal das dioceses do Norte, sendo representada pelos seus respectivos prelados. A reunião aconteceu na biblioteca do convento, sendo presidida pelo arcebispo primaz do Brasil, D. Jeronimo Thomé, bispo da Bahia.

O papa Bento XV, escreve uma carta, no dia 25 de setembro de 1919, congratulando-se com os prelados do norte do Brasil, reunidos por ocasião da coroação canônica de Nossa Senhora do Carmo no Recife. Era Arcebispo metropolitano de Olinda e Recife durante as festas de coroação o bispo Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra. Ele foi nomeado como arcebispo de Olinda e Recife em 1916, permanecendo até 1921.

A igreja e convento passaram por um serie de reformas e também foram pintados para as festas da coroação. Nas crônicas que descrevem as festividades de coroação nós encontramos os seguintes dizeres proferidos por Dom Antônio José dos Santos, bispo auxiliar de Diamantina:

“ Pelas noticias dos jornais, estas solenidades nada deixaram a desejar. O grande povo de Pernambuco não poupou esforços, não mediu sacrifícios para a glorificação da Virgem SS., a alma pernambucana manifestou-se com todo esplendor, e cantou um hino imortal à Virgem Mãe de Deus. E, quando os visitantes d’além mar a essas primeiras paragens brasileiras, certamente exclamarão: A terra de Santa Cruz é também a terra da Mãe de Jesus!”

Muitos arcebispos, bispos, membros do clero secular e regular, institutos, confrarias e autoridades civis que foram convidados e não pôde comparecer a solenidade de coroação, mandaram cartas pedindo desculpas pela ausência e congratulando-se com todo povo pernambucano por tão grandioso evento. A associação dos Empregados no Comércio suspendeu o expediente do dia 21 de setembro, para que os comerciantes pudessem participar dos festejos da Coroação de Nossa Senhora do Carmo.

O provincial da Província Carmelitana Pernambucana, Frei André Prat, recebeu a permissão da Cúria Geral para suspender a clausura do coro, aos confrades do convento do Recife, por 3 dias por ocasião das festividades de coroação.

AS COROAS

Em agosto de 1919, já estavam confeccionadas as duas coroas de ouro cravadas de brilhantes.

Em uma descrição diz-se: “A coroa tem 18 quilates de ouro e seu peso total é de 3.000 gramas e tem altura de 60 centímetros. Entre seus diversos ornatos de ouro, figuram os brasões das armas do Sumo Pontífice, Bento XV, do arcebispo de Olinda Dom Sebastião Leme, do Estado de Pernambuco, e finalmente, da ordem carmelitana.”

Na coroa de Nossa Senhora foi gravada a seguinte frase: “À Virgem Santíssima do Carmo, excelsa padroeira do Recife, homenagem de filial amor e perene gratidão do seu predileto povo pernambucano. – Recife 16-VII-1919”. Na coroa do Menino Jesus, encontra-se a frase: “A mocidade pernambucana, ao divino infante de Nossa Senhora do Carmo. – Recife 16-VII-1919

Foram confeccionados dois escapulários de ouro e um cetro circundado de finíssima pedraria. Uma urna de metal foi colocada no pedestal da imagem de Nossa Senhora do Carmo, contendo o nome de todas as pessoas que contribuíram para a confecção da coroa, não importando o valor da contribuição.

 

 

 

HISTÓRIA DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DO CARMO E DO SEU SANTUÁRIO

 

A imagem de Nossa Senhora do Carmo foi trazida de Portugal para o Recife pelo fundador do convento em 1663. Ela foi colocada em um oratório ainda no primitivo hospício (pequeno convento) do Carmo, ocupado pelos religiosos carmelitas, onde os fieis da vila do Recife entoavam cânticos de devoção a Nossa Senhora como no costume na Ordem carmelita.

Em 1685, o capitão Diogo Cavalcanti de Vasconcelos, mandou construir a sua custa um rico altar mor, com belos ornatos, ricos paramentos, alfaias de ouro e prata e deixando benefícios para garantir a conservação do mesmo. Ao certo não se tem a data em que a imagem foi transladada, mas provavelmente foi em 1696, ano em que foram terminadas as obras do altar.

Descrição da imagem

A imagem de Nossa Senhora do Carmo é de tamanho mais que natural (2 metros), esculpida em cedro, de uma perfeição admirável e é considerada uma verdadeira obra de arte. Já a capela mor tem 8 metros de largura, sobre 12 de fundo. Contem primorosos trabalhos ornamentais: lindos painéis, finas pinturas, rica abóboda artesonada, magnificas cadeiras de coro lateralmente dispostas em dupla serie, esplendido retábulo dourado, talhado sobre madeira de cedro e jacarandá. A imagem está sentada em um lindíssimo trono de nuvens, cortejada de anjos e serafins, tendo em seu fundo uma preciosa aureola que descreve em contorno o imponente vulto da imagem.

O templo carmelita só foi concluído em 1767, como consta na fachada do mesmo santuário. É considerado como um dos mais suntuosos e importantes templos de Pernambuco. O convento gozava de petição real e tinha o título de real convento de Nossa Senhora do Carmo do Recife. Em 1917, a Igreja do Carmo foi agregada a Basílica Vaticana. Em 1920, a Igreja é elevada ao título de Basílica Menor e 1922 acontece a sagração da Igreja.

Muitas foram às tribulações que sofreram os religiosos do Carmo do Recife na história do convento. O convento foi transformado em quartel, em hospital militar e em cadeia pública, obrigando os religiosos a abandonarem sua morada, sendo muitas vezes ameaçados e intimidados pelos governantes.

Com o passar do tempo, a festa do Carmo foi só aumentado o número de participação dos fiéis. A missas “sabatinas” lotavam a igreja. A devoção a Nossa Senhora do Carmo está “entranhada” no povo pernambucano. Um documento da época diz: “O espaçoso santuário que os carmelitas zelam, torna-se pequeno, para conter a enorme massa popular que vai, prestar, neste dia (16), à sua querida e soberana rainha, o tributo do seu imenso afeto. O literato, o artista, o comerciante, o agricultor, o militar, o pobre e o rico, todas as classes em fim, se congregam neste privilegiado dia, para fazer unanime manifestação de ardente homenagem a sua meiga mãe e celeste padroeira.

 

PROCLAMAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO CARMO PADROEIRA DO RECIFE

Muitas pessoas foram ao palácio episcopal com diversas assinaturas pedindo o patronato de Nossa Senhora do Carmo para a capital pernambucana e pedindo para que se chegasse o pedido ao sumo pontífice. Em 1908, o papa Pio X proclamou Nossa Senhora do Carmo padroeira do Recife. A solenidade foi celebrada em 12 de julho de 1909, na Praça do Carmo, na qual estavam presentes representantes do clero, associações religiosas e seculares e grande massa popular. No dia da proclamação uma multidão de fiéis veio a Igreja do Carmo, gente de todas as idades e classes sociais.

 

FREI ANDRÉ MARIA PRAT

Frei André Maria Prat foi um religioso carmelita que muito trabalhou para que Nossa Senhora do Carmo fosse proclamada padroeira do Recife e que se realizasse a coroação canônica. Nos festejos jubilares dos 25 anos de coroação, ele preparou uma programação, que infelizmente, não pode participar por motivo de sua morte.

Frei André, nasceu em 30 de janeiro de 1872, na cidade de Olot na Espanha. Depois de ter feito os estudos de humanidades e teologia, no seminário diocesano, decidiu entrar para vida claustral, ingressando no convento carmelita de Onda, onde professou seus primeiros votos em 25 de março 1894 e ordenou-se em 26 de setembro de 1897, no ano seguinte foi designado para trabalhar no Brasil. Oficialmente foi incorporado a província de Pernambuco em 15 de março de 1905. Chegando a Pernambuco, ocupou o cargo de mestre de noviços, prior do convento do Recife e provincial da Província Pernambucana, na qual, ocupou o cargo até 1923.

Frei André organizou os arquivos da Província de Pernambuco e Bahia. Foi também um exímio historiador do Carmelo brasileiro; escreveu o livro Notas históricas sobre as missões carmelitanas no extremo norte do Brasil- séculos XVII e XVIII.

Faleceu em 10 de janeiro de 1944, ano da celebração do jubileu da coroação de Nossa Senhora do Carmo que ele mesmo organizou e promoveu.

 

 

SOLENES NOVENAS QUE PRECEDEM À FESTA DA COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO CARMO

Todos os dias do novenário havia missas celebradas de meia em meia hora, das 5h às 9h. Havia também sacerdotes disponíveis para atender as confissões. As 7h, era realizada uma celebração que era presidida por algum bispo. Participaram das celebrações as associações católicas de Pernambuco, que tinham lugares reservados na Igreja do Carmo. A partir das 18h, iniciava-se o rito da novena com músicas especialmente organizadas para este fim de acordo com o “ motu proprio de Pio X”.

As 8h da manhã do dia 21 de setembro aconteceu na igreja basílica o solene pontifical celebrado pelo bispo primaz do Brasil Dom Jerônimo Thomé. O evangelho foi proclamado pelo bispo de Fortaleza. As 10h, as portas da igreja foram fechadas para a decida da imagem de Nossa Senhora do Carmo e sua colocação no carro triunfal. Na igreja não foi permitida a entrada de nenhuma pessoa até a hora da procissão. Na Praça da Faculdade de Direito do Recife, foi montada uma arquibancada para a coroação de acordo com o cerimonial canônico. Encontramos a seguinte descrição:

“um belíssimo altar para as corôas, o rico throno imperial para o prelado oficiante, delegado da Santa Sé, uma para secretários para ser lavrada a acta da solenidade que depois de assinados pelos exmos. prelados e altas autoridades que será remetida para o Santo Padre. A archibancada será ocupada exclusivamente pelos exmos prelados, illustrissimo cabido metropolitano, clero, altas autoridades e paranymphos.”

Com a chegada da imagem, a orquestra do professor Felippe Capocci apresentou-se e em seguida o arcebispo metropolitano Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, fez por delegação pontifícia, a cerimônia de coroação com todas as formalidades litúrgicas. Após a coroação foi dada uma salva de 21 tiros. O Padre Estanislao, salesiano entoou o hino da coroação.

Todos os sinos das Igrejas do centro do Recife soaram no momento da coroação e centenas de pombos trazendo ao pescoço lacinhos e fitas multicores foram soltos. Fogos foram queimados nas ruas Joaquim Nabuco e Frei Caneca.

A igreja basílica durante os dias 19,20 e 21, esteve toda iluminada, como também a Praça do Carmo e as ruas Paulino Câmara e Frei Caneca. As casas que faziam parte do trajeto da procissão foram enfeitadas e durante a procissão os fiéis jogaram flores sobre a imagem da Virgem e do Menino Jesus.

O carro andor foi ladeado por uma guarda de honra uniformizada e armada em estilo medieval por alunos da Escola de Aprendizes de Marinheiros. Havia também um grupo de homens uniformizado em estilo de saldados romanos. A coroa de Nossa Senhora foi conduzida por senhoritas da Congregação dos Santos Anjos do Colégio Eucarístico. A coroa também foi ladeada por aprendizes da Escola de Marinheiros. Já a coroa do Menino Jesus foi levada por alunos do Colégio Salesiano, sendo também ladeado por aprendizes de marinheiros.

 

Venha cantar conosco!

As inscrições poderão ser feitas até o 15-04-2018, somente por este site, na página das inscrições.

Consulte o regulamento.  
Edição Anterior
A primeira edição do Festival do Carmelo Canta aconteceu no dia 22 de novembro de 2013 (no dia de Santa Cecília padroeira dos músicos) na cidade de Aracaju-SE. Teve a participação 10 belas composições sobre diversos temas da Espiritualidade Carmelita.
O Teatro Atheneu, onde fora realizado o festival, viveu momentos emocionantes de interpretações da rica Espiritualidade do Carmelo.
Além da presença de diversas paroquias da capital sergipana, o festival também recebeu participantes de outros estados, que tornaram mais ampla a arte da música cristã-católica-carmelita
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QUEM SOMOS

Há 800 anos nascia no Monte Carmelo, a Ordem do Carmo. Seu espírito está caracterizado por dois elementos: sua origem em Santo Elias, e sua dedicação a Maria. O Monte Carmelo é uma cadeia de montanhas, localizada na Terra Santa, hoje Israel. Limita pelo norte com Haifa, cidade marítima; pelo sul com as terras de Cesaréia; pelo leste com as planícies de Esdrelon e Saron; pelo oeste com o Mar Mediterrâneo. Carmelo significa jardim ou pomar (de Deus). A Bíblia o pinta como uma torrente, a fonte de Elias, e uma vinha fertilíssima. "Tua cabeça sobre ti é tão linda quanto o Carmelo e teus cabelos como a púrpura" (Ct 7,5).

Pela Montanha bíblica do Carmelo passaram muitas raças e civilizações orientais e ocidentais. Por volta do ano 1192, surge no Monte Carmelo um grupo de eremitas latinos, oriundos da 3ª cruzada para conquistar a Terra Santa. Com o sucesso da reconquista desta Terra ocupada pelos muçulmanos desde o séc. VII, começaram as peregrinações ao país de Jesus. Como o Monte Carmelo era repleto de grutas, devido à constituição calcárea de sua rocha, ele passa a ser habitado por eremitas, que se constituíram nos primeiros carmelitas. Esses cristãos viviam na simplicidade, buscando a solidão e a oração, vivendo em obséquio de Jesus Cristo, isto é, no seu seguimento e a seu serviço. Com o passar do tempo, os primeiros carmelitas sentiram a necessidade de se organizar e de criar uma regra para sua convivência.

Elegeram um superior, e pediram ao patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, que lhes escrevesse uma regra que estivesse de acordo com o seu propósito de vida. Isso ocorreu entre 1206-1214. A Regra Albertina pode ser dividida em duas partes: a organização externa do Carmelo e a vida interior dos carmelitas. Substancialmente a regra é eremítica. Os religiosos viverão em celas separadas, escavadas na rocha; haverá um lugar central para o oratório; nele se recitarão o Ofício Divino e a Missa Diária; nele também haverá lugar para o Capítulo conventual semanal. O porquê de sua vida é a contemplação, utilizando como meios principais a solidão, a mortificação e o trabalho manual. O guardião do eremitério é o Prior, eleito por maioria dentre os ermitões. Na obediência se concentram os votos religiosos; a pobreza é absoluta e o trabalho manual obrigatório. Junto a isto está a meditação contínua da Bíblia e o exercício das virtudes monásticas.

A princípio parecia que a Ordem não sairia da Palestina. Contudo mudanças políticas no país de Jesus obrigaram os carmelitas a emigrarem para a Europa. Os muçulmanos não desistiram da Terra Santa, e voltaram a perseguir os cristãos. Em 1238 se dá a transmigração dos carmelitas, que se estabelecem em Chipre, Sicília, França e Inglaterra. Em 1291, o mosteiro da Santa Montanha foi incendiado e martirizados os últimos carmelitas remanescentes. Foi muito difícil para a Ordem do Carmo permanecer na Europa conservando a tradição eremítica. Era preciso fazer adaptações à Regra de Santo Alberto, conciliar a vida contemplativa com uma vida de ministério a serviço da Igreja. Foi através do trabalho incansável de São Simão Sotck, Superior Geral da Ordem, que os carmelitas conseguiram a aprovação das mudanças necessárias pelo Papa Inocêncio IV. Assim, nasceu no Carmelo um modo de "vida mista": a vida ativa se exerce como fruto e consequência da contemplação que continua sendo fundamento e princípio da vocação carmelitana através do mundo inteiro.

O Escudo da Ordem do Carmo aparece pela primeira vez no séc.XV, em 1499, figurando na capa do livro da vida de Santo Alberto. Primeiro em forma simples, ele foi modificando-se em detalhes no correr dos anos. Falta uma explicação oficial do mesmo na Ordem. Vamos expor o que nos parece mais autêntico, seguindo as fontes históricas e mais autorizadas.

Encontramos nele 2 elementos fundamentais: o campo e as estrelas. São 3 estrelas, cada uma de 6 pontas. A estrela inferior representa a Virgem Maria, e as outras 2 superiores, à direita e à esquerda do Monte, os profetas Elias e Eliseu. Sendo assim elas indicariam a índole mariana da Ordem e sua origem eliana. Quanto às cores, o branco e o marrom, aparecem combinados e correspondem às cores do hábito dos carmelitas. Em 1595 aparece o escudo com a coroa ducal, e sobre ela um semicírculo com 12 estrelas, o braço e a espada de Elias, com o dístico: "Zelo zelatus sum pro Domino Deo Exercituum" = Me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos.